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      Quando a osteoporose é grave?

      Quando a osteoporose é grave? Esta é uma pergunta que muitos pacientes fazem ao descobrir o diagnóstico da doença.  A osteoporose é uma condição que enfraquece os ossos de forma silenciosa, tornando-os mais propensos a fraturas. Muitas vezes, ela só se manifesta quando já está em estágio avançado com sintomas que comprometem a qualidade de vida do paciente.  De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com 50 anos ou mais devem apresentar, ao longo da vida, ao menos uma fratura relacionada à osteoporose. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para evitar complicações graves. Neste artigo, você vai entender melhor o que é a osteoporose, como ela evolui, quando se torna grave e o que pode ser feito para tratá-la com segurança. O que é a osteoporose? A osteoporose é uma doença caracterizada pela perda de massa óssea e deterioração da estrutura dos ossos, o que os torna mais frágeis e suscetíveis a fraturas.  O osso fica poroso e menos denso, com menor resistência aos impactos do dia a dia. A doença pode afetar homens e mulheres, mas é mais comum entre mulheres acima dos 50 anos, especialmente após a menopausa devido à queda nos níveis de estrogênio, hormônio que ajuda a proteger os ossos. Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da osteoporose, sendo os principais: Como a gravidade da osteoporose é avaliada? A principal forma de avaliar a gravidade da osteoporose é por meio da densitometria óssea, um exame que mede a densidade mineral dos ossos.  O resultado é dado em um valor chamado T-score, que compara a densidade óssea do paciente com a de um adulto jovem saudável. Além da densitometria, o histórico clínico de fraturas também é um indicador importante.  Sintomas que indicam a gravidade da osteoporose Nos estágios iniciais, a osteoporose é assintomática. Quando se torna grave, podem surgir sintomas como: Esses sinais indicam que o osso já perdeu muita densidade e está mais sujeito a complicações. Quais complicações podem surgir nos casos graves? Quando a osteoporose está em estágio avançado, o risco de complicações é maior. As principais são: Existe tratamento para a osteoporose? Sim, a osteoporose tem tratamento e, quanto mais cedo for iniciado, melhores são os resultados. O tratamento inclui: Medicamentos  Bisfosfonatos, moduladores hormonais e, em casos mais graves, medicamentos como a teriparatida ou o denosumabe. Suplementação de cálcio e vitamina D Em doses adequadas, é essencial para a saúde óssea e tratamento da osteoporose. Fisioterapia e atividade física supervisionada  Ajudam a fortalecer os ossos e melhorar o equilíbrio, prevenindo quedas. Adaptação do ambiente doméstico  Adaptar o entorno também é importante para reduzir o risco de quedas em pessoas com os ossos já debilitados. Acompanhamento médico regular  Monitorar a evolução e ajustar o tratamento é fundamental.  Quando procurar uma endocrinologista? A endocrinologista é a médica especialista em doenças que afetam o metabolismo, como a osteoporose. Você deve procurar essa profissional se: O acompanhamento com uma endocrinologista é essencial para prevenir, diagnosticar e tratar a osteoporose de forma personalizada e eficaz. Como vimos, diagnosticar a osteoporose é essencial para agir com rapidez e prevenir complicações.  Por ser uma doença silenciosa, ela pode causar danos significativos quando não tratada a tempo.  Por isso, mantenha seus exames em dia, cuide da alimentação, pratique atividades físicas e consulte regularmente uma especialista.

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      Reposição hormonal na menopausa: cuidados importantes!

      Reposição hormonal na menopausa é uma alternativa de tratamento que pode devolver qualidade de vida a muitas mulheres. A chegada da menopausa traz diversas mudanças físicas e emocionais, impactando o bem-estar e o cotidiano feminino.  Em alguns casos, a reposição hormonal pode ser uma aliada para aliviar sintomas intensos e prevenir complicações, mas esse tratamento exige cuidados importantes e acompanhamento médico responsável. Neste artigo, você vai entender o que é a menopausa, como a reposição hormonal funciona, quais são seus benefícios e riscos e por que o suporte de um endocrinologista é essencial nessa fase da vida. O que é a menopausa e como ela afeta o corpo da mulher? A menopausa é definida como a interrupção definitiva da menstruação por um período de 12 meses consecutivos, sem causas patológicas. Ela costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos, marcando o fim da fase reprodutiva da mulher. Essa transição está diretamente relacionada à queda dos níveis hormonais, especialmente de estrogênio e progesterona, hormônios produzidos pelos ovários.  A redução desses hormônios afeta diferentes sistemas do corpo, provocando sintomas que variam de mulher para mulher, mas incluem: Esses sintomas podem impactar diretamente a qualidade de vida. Por isso, é fundamental contar com acompanhamento médico para avaliar as melhores estratégias de tratamento. Reposição hormonal na menopausa: como funciona? A terapia de reposição hormonal consiste na administração de hormônios semelhantes aos que o corpo da mulher produzia antes da menopausa, principalmente o estrogênio e, em alguns casos, a progesterona. O objetivo deste tratamento é aliviar os sintomas associados à queda hormonal e prevenir incômodos e problemas de saúde, como a osteoporose e o ressecamento vaginal.  Antes de iniciar o tratamento, é necessário realizar uma avaliação clínica completa com exames que ajudem a garantir a segurança da terapia. Entre os principais exames solicitados estão: Com base nesses dados, a endocrinologista poderá indicar a melhor forma e dose da reposição hormonal, respeitando as necessidades e características individuais de cada paciente. Quais são os benefícios e riscos da reposição hormonal na menopausa? Entender e avaliar os riscos e benefícios da reposição hormonal é fundamental antes de adotá-la, pois essa terapia pode ter impactos significativos na saúde física e emocional da paciente.  A reposição hormonal pode ser uma opção para aliviar sintomas da menopausa, mas também pode estar associada a riscos, como aumento da probabilidade de doenças cardiovasculares e câncer.  Portanto, é essencial que a mulher se informe adequadamente e discuta suas condições de saúde, histórico familiar e estilo de vida com a endocrinologista. Essa avaliação cuidadosa permite que cada paciente tome decisões informadas, alinhadas com suas necessidades e expectativas, promovendo um tratamento seguro e eficaz. Benefícios da reposição hormonal Riscos e efeitos adversos Por isso, a avaliação médica é indispensável antes de iniciar e durante o tratamento, com revisões periódicas para ajustar as doses ou até interromper a terapia, se necessário. Quem pode e quem não deve fazer reposição hormonal? A reposição hormonal costuma ser indicada para mulheres com sintomas intensos que comprometem a qualidade de vida, principalmente quando iniciada até 10 anos após a última menstruação ou antes dos 60 anos. É mais recomendada para mulheres sem contraindicações médicas e com risco cardiovascular controlado. Existem algumas condições que impedem ou restringem o uso da terapia, entre elas: Nesses contextos, outras abordagens não hormonais podem ser indicadas para o alívio dos sintomas da menopausa. Tipos de reposição hormonal: conheça as opções disponíveis A reposição hormonal pode ser feita de diferentes formas, adaptadas ao perfil de cada mulher. Assim, poderemos adotar os comprimidos orais, adesivos, géis ou cremes aplicados na pele. A escolha da via depende de fatores como sintomas predominantes, preferências da paciente, histórico de saúde e riscos associados. A médica especialista é quem deve orientar qual é a melhor alternativa em cada caso. Acompanhamento médico: por que é fundamental? Mesmo nos casos em que a reposição hormonal é indicada, o acompanhamento com uma médica endocrinologista é indispensável.  Durante o tratamento, será necessário realizar exames periódicos para avaliar a resposta do organismo, ajustar as doses conforme a evolução dos sintomas e prevenir os riscos e efeitos colaterais. O uso da reposição hormonal sem orientação médica pode trazer mais riscos do que benefícios. Por isso, a avaliação individualizada é o pilar de um tratamento seguro e eficaz. Se você está passando por essa fase e deseja entender melhor as opções disponíveis, agende uma consulta.  Cuidar da sua saúde hormonal é fundamental para uma vida com mais equilíbrio e bem-estar!

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      Entenda o que é a Tirzepatida: quais os prós e contras?

      O que é a Tirzepatida e como ela funciona? Essa é uma pergunta cada vez mais comum entre pessoas que buscam alternativas para o controle do peso e o tratamento da obesidade.  A obesidade é uma doença multifatorial que vai muito além da questão estética. Ela compromete a saúde metabólica, cardiovascular e emocional de milhões de pessoas, afetando diretamente sua qualidade de vida. Embora a adoção de um estilo de vida mais saudável seja sempre incentivada, com alimentação equilibrada e prática regular de exercícios, em muitos casos, essas mudanças sozinhas não são suficientes.  Por isso, o uso de medicamentos pode se tornar um recurso importante e eficaz. É nesse cenário que a Tirzepatida ganha destaque. O que é a Tirzepatida e como ela age no organismo? A tirzepatida, uma molécula inovadora que age em dois receptores hormonais importantes: o GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) e o GIP (polipeptídeo inibidor gástrico).  Esses hormônios estão envolvidos na regulação do apetite e dos níveis de glicose no sangue. A ação combinada da tirzepatida promove uma sensação de saciedade mais prolongada, redução do apetite, melhora no controle glicêmico e, consequentemente, contribui para a perda de peso. A aprovação desta substância teve como base os resultados dos ensaios clínicos SURMOUNT-1 e SURMOUNT-2.  Os dados do estudo SURMOUNT-2, conduzido pela Lilly e publicados no periódico The Lancet, revelam que a tirzepatida, na dose de 15 mg, proporcionou uma redução média de 15,7% do peso corporal em adultos com obesidade ou sobrepeso e diagnóstico de diabetes tipo 2. Esses dados mostram que a tirzepatida pode ser uma aliada poderosa no tratamento da obesidade, especialmente quando utilizado com acompanhamento médico e junto às demais intervenções clínicas e comportamentais. Quais as formas de apresentação do medicamento? A caneta emagrecedora que contém a tirzepatida está disponível em diferentes formatos e doses (2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg, ou 15 mg por 0,5 mL de injeção), o que permite maior flexibilização na administração conforme a necessidade de cada paciente: Cabe ao médico endocrinologista avaliar o quadro clínico e as condições do indivíduo para indicar a melhor forma de uso. O importante é que o tratamento seja individualizado e seguro. O medicamento já está aprovado pela ANVISA? Sim. A tirzepatida já foi aprovado pela ANVISA para o tratamento do diabetes tipo 2 e para obesidade mais recentemente. Está disponível nas farmácias brasileiras desde a primeira quinzena de maio de 2025.  A medicação, portanto, pode ser prescrita para ambos os fins, como controle de diabetes tipo 2 e para obesidade, desde que sob orientação médica e com o devido acompanhamento. Quais os prós e contras da tirzepatida? Assim como qualquer medicamento, a tirzepatida apresenta vantagens e possíveis efeitos adversos. Veja abaixo alguns deles: Benefícios: Contras: Por isso, o uso do medicamento deve ser sempre orientado por um profissional da saúde, que avaliará os riscos e benefícios conforme o caso. A importância do acompanhamento médico no uso da tirzepatida É fundamental que o uso de medicamentos para emagrecer esteja inserido em um contexto mais amplo de cuidado com a saúde. O acompanhamento com um endocrinologista é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do tratamento. Além disso, em 2025 a Anvisa anunciou uma nova regulamentação que impacta diretamente a comercialização de medicamentos injetáveis utilizados para emagrecimento e/ou tratamento do diabetes tipo 2. A partir da nova norma, esses medicamentos só poderão ser vendidos mediante apresentação de receita médica em duas vias, sendo que uma delas ficará retida na farmácia, um controle semelhante ao que já é aplicado aos antibióticos. Na minha prática clínica, avalio cada caso de forma individualizada com escuta atenta e orientação clara, para que o paciente se sinta seguro e confiante no tratamento escolhido. Se você deseja entender melhor se a tirzepatida é indicada para o seu caso, agende uma consulta.  Vamos construir, juntos, um plano de cuidado que respeite o seu corpo e suas necessidades!

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